sexta-feira, 8 de junho de 2012

Coroação de Nossa Senhora e VII Seresta da Família



É comum ouvirmos ou lermos que “quem gosta de passado é museu”. Isto quer referir-se a não olhar para trás, mas sempre ir em frente. Claro que devemos seguir em frente e sempre querermos melhoras. Porém, nunca devemos esquecer que o presente jamais acontecerá se não houver um passado e para que o futuro aconteça da maneira como desejamos, temos que refletir sobre o passado e vivermos um presente sereno para qeu o futuro possa ser realmente promissor.
Inicio esta matéria desta forma, pois, é olhando o passado e seus momentos que se faz em nossas mentes imagens do que aconteceu outrora e que se pode fazer um resgate destes momentos lindos. Para os que lá estiveram é uma rememoração, para os que apenas ouvem falar, vem uma imagem formada a partir de relatos daqueles que viveram estes momentos gloriosos.
Para aqueles que viveram nos tempos do saudoso “Poço Branco Velho”, falar dos momentos marcantes que ali aconteceram, é algo ímpar. Quando conversamos com alguém que lá esteve, podemos vislumbrar a alegria no falar, o brilho nos olhos, a emoção de poder relembrar aqueles momentos fantásticos. Todos os anos, no mês de maio, os católicos rezam o terço todos os dias em honra à Mãe de Deus e nossa e no dia 31, todos se reúnem para a linda solenidade de coroação de Nossa Senhora. O que hoje acontece, com a realização da Seresta da Família, é um resgate da quermesse que era realizada naqueles tempos por ocasião desta data.
O senhor José Rodrigues da Silva, nosso querido “Zé Caxiado”, relembra aquele momento com muito entusiasmo e emoção.
Segundo S. Zé Caxiado todos os dias era feito por noiteiros. 
Havia: “Noite dos solteiros, noite dos casados, (e tudo bem festejado, cada um que queria festejar mais) noite dos trabalhadores, noite dos motoristas, noite dos estudantes, noite dos professores. Cada noite era para um grupo da comunidade e todos participavam bonito. Eu participei de todas elas. Achava lindo. E quando chegava o dia 31, rezava o terço na igreja e depois ia em procissão para a frente da minha casa que ficava a cerca de 20 braças da igreja. Lá tinha duas pedras que se fazia um gruta. Todos os dias tinham as flores que ornamentava a igreja e depois era levada para lá. No dia 31 se queimava estas flores. Depois, voltávamos para a igreja onde começava a quermesse com o leilão. Tinha galinha assada, bolo, refrigerante e algumas coisas mais. E tudo era doado pelo povo. A igreja não comprava nada. Todos que faziam parte das noite era quem doava. Hoje eu acho diferente a forma como se faz a festa do mês de maio. Na noite da secretaria eu fui. Só foi eu e o Gué e eu pensava que alguém ia pedir alguma coisa. Levei até dinheiro para que se pedissem eu já ajudar. Eu sempre ajudei a igreja. O mês de maio devia ser bem festejado. Bem participado. O povo todo ajudando.”

Capela do Sagrado Coração de Jesus em Poço Branco Velho

No próximo ano a paróquia Nossa Senhora do Livramento irá festejar 100 anos de criação. Perguntei ao S. Zé, se ele tinha lembrança do ano que foi construída a capela do Coração de Jesus em Poço Branco Velho. Ele disse que não tem bem certo porém, segundo lembrança sua de diálogo com seu irmão, o saudoso Raimundo Caxiado, a capela foi construída por volta do ano de 1906.
Com a construção da barragem e consequentemente a saída do povo para a Nova Poço Branco, S. Zé falou que não houve um movimento grande para isso. Apenas se trouxe a imagem, no ano de 1963. A nova capela ainda não sido construída, por isso, as missas eram celebradas na praça, onde era armada uma barraca e o então querido Pe.. Aquino celebrava para todos. No ano de 1965 foi inaugurada a Nova Igreja do Sagrado Coração de Jesus. S. Zé lembra as festas em Homenagem ao Coração de Jesus que no tempo era animada por uma radiolazinha, porém, todos participavam até amanhecer o dia. Com a construção dos clubes a festa começou a ter suas mudanças.
A Seresta da Família, que já está no seu 7º ano, é uma forma de resgatar a tradição de um povo que vive a sua fé. Que mostra seu valor. Que deseja poder caminhar com seus próprios pés. Povo participante, atuante, vibrante hospitaleiro, carinhoso e cheio de energia.

Abaixo, algumas fotos da coroação e da VII Seresta da Família









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