quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

UM REFLEXO SOBRE NOSSA MANIA DE GRANDEZA


Uma das realidades mais sérias que trazemos em nós, fruto do pecado original, é a mania de grandeza e a sede pelo poder. Como, dentro de nós, grita uma grande vontade de querermos ser os maiores diante dos outros!
Jesus – muito bem dito isso pelo apóstolo Paulo aos Filipenses – mostrou o itinerário de como sermos grandes, ou seja, o Senhor não se apegou à Sua condição divina, mas assumiu a humanidade de todos nós e esvaziou-se, sendo obediente até a morte e morte de cruz. Este é o caminho.
Na Igreja de Jesus existe – caso contrário seria anarquia – a disciplina e a autoridade; para Cristo, e consequentemente para a Igreja, a autoridade significa serviço, doação da vida aos outros. O maior é aquele que serve, pois há mais alegria em dar do que em receber. Hoje em dia, muitas pessoas se encontram cegas pelo poder, achando que o poder seja capaz de fazê-las felizes. Pura ilusão, pois a felicidade consiste em darmos a vida pelos outros, procurando sempre estar em último lugar, cedendo o melhor para o outro. Uma pergunta muito séria é esta, e precisamos respondê-la: estou buscando a autoridade fora de mim, pois dentro do coração nada há pelo fato de eu não estar servindo? Ou minha vida, pela simples atitude de serviço, faz com que eu saboreie a autoridade?
Pelo batismo recebemos essa autoridade e temos de colocá-la a serviço; caso contrário, precisamos buscar fora a autoridade que está em nós e que, nós, a qualquer custo, se preciso for, destruímos o outro para chegar a nossos objetivos. Uma outra coisa muito séria é quanto ao fato de aceitarmos quem pensa diferente de nós. João e Tiago se enfureceram com aqueles que estavam profetizando em nome de Jesus, mas não O seguiam. (conf. Lucas 9,46)Somos, também, filhos do trovão; queremos que tudo esteja dentro do nosso monólogo; no qual pensamos que Deus vai fazer o que nós queremos e do jeito nosso.
João e Tiago queriam pôr fogo em tudo; na verdade, destruir e terminar sempre foi mais fácil nesta vida; para tudo. Difícil é virmos com novas ideias e projetos e delicadeza de pensamento. Destruir sempre foi mais fácil; difícil é vir com projetos claros.
Como é difícil conviver e amar aquelas pessoas que pensam diferente de nós, agem de forma diferente, comungam de ideias opostas às nossas! E, muitas vezes, em vez de fazermos dessas diferenças oportunidades de aprendermos e crescermos com elas, nos afastamos delas [pessoas que pensam diferente de nós] pelo preconceito e as rotulamos. Que Deus Nosso Senhor nos dê a graça de nos colocarmos a serviço uns dos outros e de aceitarmos aquele que pensa, age e se porta diferente de nós.

Padre Marcos Pacheco
Comunidade Canção Nova

O VERDADEIRO SENTIDO DO NATAL


O verdadeiro sentido do Natal para os católicos

O verdadeiro Natal nunca muda, pois não muda também a compreensão do que é o Natal na alma dos católicos de verdade. Nessas almas, mais do que o consumismo estúpido, mais do que a vermelha figura do Papai Noel, em seu trenó deslizante no verão brasileiro, mais do que a maçante Gingle Bells, exaustivamente tocada nas lojas com descartáveis produtos coloridos, ressoa o hino cantado pelos anjos “Glória in excelsis Deo”. Ressoam as puras notas do “Puer natus est nobis, et filium nobis est datum”. Porque, para nós que “habitávamos nas sombras da morte, para nós brilhou uma grande luz”. Que se entende, hoje, que é um “Feliz natal, para você” ? No máximo da inocência, um regabofe em família, com presentinhos, beijinhos e indigestão.
E quando o Natal não é tão inocente...
Quando o Natal não é tão inocente se realiza o canto pagão e naturalista; “Adeus ano velho. Feliz ano novo. Muito dinheiro no bolso. Saúde para dar e vender”. Eis a felicidade pagã: dinheiro, saúde, prazer. Sem Deus. Sem Redenção. Sem alma. Que triste Natal esse! Que infeliz e decrépito ano novo, tão igual aos velhos anos do paganismo!
Será que o povo que habitava nas sombras da morte já não vê a grande luz que brilhou para ele em Belém? Até a luz do Natal está ofuscada. E quão poucos compreendem essa luz!

No presépio se conta tudo.

Tudo está lá bem resumido. Mas o povo olha as pequenas figuras e não compreende o que significa que um Menino nos foi dado, que um Filho nasceu para nós.
No presépio se vê um Menino numa manjedoura, entre um boi e um burro...
A Virgem Maria, Mãe de Deus adorando seu Filhinho que é o Verbo de Deus encarnado, envolto em panos. São José, contemplando o Deus Menino tiritante de frio, à luz de uma tosca lanterna. Um anjo esvoaçante sobre a cabana rústica. Uma estrela. Pastores com suas ovelhas, cabras e bodes. Um galo que canta na noite. Os Reis que chegam olhando a estrela, seguindo a estrela, para encontrar o Menino com sua Mãe. Tudo envolto no cântico celeste dos anjos;
“Glória a Deus nas alturas! E paz, na terra, aos homens que têm boa vontade” (Luc. II, 14) 
Isso aconteceu nos dias de Herodes, quando César Augusto decretou um recenseamento. E como não havia lugar para Maria e José na estalagem, em Bethleem, terra de Davi, eles tiveram que se refugiar numa cocheira, entre um boi e um burro. Porque assim se realizaram as profecias:
* “E tu, Bethleem Efrata, tu és a mínima entre as milhares de Judá, mas de ti há de me sair Aquele que há de reinar em Israel, e cuja geração é desde o Princípio, desde os dias da eternidade”, como profetizou o Profeta Miquéias (Mi. V, 1). ** ”O Senhor vos dará este sinal: uma Virgem conceberá, e dará à luz um filho, e seu nome será Emanuel” (Is. VII,14) *** “O Boi conhece o seu dono, e o burro conhece o presépio de seu senhor, mas Israel não me conheceu e o meu povo não teve inteligência” profetizou Isaías muitos séculos antes (Is. I,3).
E Cristo, nos dias de Herodes, nasceu em Bethleem que quer dizer casa do pão (Beth = casa. Lêem = pão). Cristo devia nascer em Belém, casa do pão, porque Ele é o pão que desceu dos céus, para nos alimentar. Por isso foi posto numa manjedoura, para alimentar os homens. Devia nascer num estábulo, porque recebemos a Cristo como pão do Céu na Igreja, representada pelo estábulo, visto que nas cocheiras, os animais deixam a sujeira no chão, e comem no cocho. E na Igreja os católicos deixam a sujeira de seus pecados no confessionário, e, depois, comem o Corpo e bebem o Sangue de Jesus Cristo presente na Hóstia consagrada, na mesa da comunhão. Jesus devia nascer de uma mulher, Maria, para provar que era homem como nós. Mas devia nascer de uma Virgem — coisa impossível sem milagre — para provar que era Deus. Este era o sinal, isto é, o milagre que anunciaria a chegada do Redentor: uma Virgem seria Mãe. Nossa Senhora é Virgem Mãe. E para os protestantes, que não crêem na virgindade perpétua de Maria Santíssima, para eles Maria não foi dada por Mãe, no Calvário. Pois quem não tem a Maria por Mãe, não tem a Deus por Pai. E por que profetizou Isaías sobre o boi e o burro no presépio?

Que significam o boi e o burro?

O boi era o animal usado então, para puxar o arado na lavoura da terra.
Terra é o homem. Adão foi feito de terra. Trabalhar a terra é símbolo de santificar o homem. Ora, os judeus tinham sido chamados por Deus para ser o sal da terra e a luz do mundo, isto é, para dar vida (sal) espiritual, santidade, aos homens, e ensinar-lhes a verdade (luz). O boi era então símbolo do judeu.
O burro, animal que simboliza falta de sabedoria, era o símbolo do povo gentio, dos pagãos, homens sem sabedoria. Mas Deus veio salvar objetivamente a todos os homens, judeus e pagãos. Por isso, no presépio de Cristo, deviam estar o boi (o judeu) e o burro (o pagão). Foi também por isso que Jesus subiu ao Templo montado num burrico que jamais havia sido montado, isto é, um povo pagão que não fora sujeito ao domínio de Deus. E os judeus não gostaram que o burro fosse levado ao Templo, isto é, que Cristo pretendesse levar também os pagãos à casa de Deus, à religião verdadeira. Por isso foi escrito: “mas Israel não me conheceu e o meu povo não teve inteligência”.
Como também o povo católico, hoje, já não tem inteligência para compreender o Natal, pois “coisas espantosas e estranhas se tem feito nesta terra: os profetas profetizaram a mentira, e os sacerdotes do Senhor os aplaudiram com as suas mãos. E o meu povo amou essas coisas. Que castigo não virá, pois, sobre essa gente, no fim disso tudo?” (Jer. V, 30-31). Pois se chegou a clamar: “Glória ao Homem, já rei da Terra e agora príncipe do céu”, só porque o homem fora até a Lua num foguete, única maneira do homem da modernidade subir ao céu. No Natal de Cristo, tudo mostra como Ele era Deus e homem ao mesmo tempo. Como já lembramos, Ele nasceu de uma mulher, para provar que era homem como nós. Nasceu de uma Virgem, para provar que era Deus.
Como um bebê, Ele era incapaz de andar e de se mover sozinho. Como Deus, Ele movia as estrelas. Como criança recém nascida era incapaz de falar. Como Deus fazia os anjos cantarem. Ele veio salvar objetivamente a todos, mas nem todos o aceitaram. E Herodes quis matá-lo. Ele chamou para junto de si, no presépio, os pastores e os Reis, para condenar a Teologia da Libertação e os demagogos pauperistas que pregam que Cristo nasceu como que exclusivamente para os pobres. É falso! Assim como o sol brilha para todos, Deus quis salvar a todos sem acepção de pessoa. Por isso chamou os humildes e os poderosos junto à manjedoura de Belém.
Mas, dirá um seguidor do bizarro frei Betto ou do ex frei Boff, que nada compreendem do Evangelho pois o lêem com os óculos heréticos e assassinos de Fidel e de Marx, sendo “cegos ao meio dia” (Deut. XXVIII, 29): Deus tratou melhor os pastores pobres, pois lhes mandou um anjo, do que os reis poderosos, exploradores do povo, aos quais chamou só por meio de uma estrela. É verdade!!! Deus tratou melhor aos pastores. Mas não porque eram pastores, e sim porque eram judeus. Sendo judeus, por terem a Fé verdadeira, então, mandou-lhes um sinal espiritual. Aos reis magos, porque pertenciam a um povo sem a religião verdadeira, mandou-lhes um sinal material: a estrela.
No presépio havia ovelhas e bodes, porque Deus veio salvar os bons e os pecadores.
E a Virgem envolveu o menino em panos. Fez isso, é claro, porque o pequeno tinha frio, e por pudor. Mas simbolicamente porque aquele Menino — que era o Verbo de Deus feito homem —, que era a palavra de Deus humanada, tinha que ser envolta em panos, pois que a palavra de Deus, na Sagrada Escritura, aparece envolta em mistério, pois não convém que a palavra de Deus seja profanada. Daí estar escrito: “A glória de Deus consiste em encobrir a palavra; e a glória dos reis está em investigar o discurso” (Prov, XXV, 2). E “Um Menino nasceu para nós, um filho nos foi dado, e o império foi posto sobre os seus ombros, e seu nome será maravilhoso, Deus Poderoso, Conselheiro, o Deus eterno, o Príncipe da Paz” (Is. IX, 5). Porque todos os homens, em Adão, haviam adquirido uma dívida infinita para com Deus, já que toda culpa gera dívida conforme a pessoa ofendida. E a ofensa de Adão a Deus produzira dívida infinita, que nenhum homem poderia pagar, pois todo mérito humano é finito. Só Deus tem mérito infinito. Portanto, desde Adão, nenhum homem poderia salvar-se. Todos nasceriam, viveriam e iriam para o inferno. E a humanidade jazia então nas sombras da morte. Mas porque Deus misericordiosamente se fez homem, no seio de Maria, era um Homem que pagaria a dívida dos homens, porque esse Menino, sendo Deus, teria mérito infinito, podendo pagar a dívida do homem. Por isso, quando Ele morreu por nós, foi condenado por Pilatos, representando o maior poder humano — o Império — que O apresentou no tribunal dizendo: “Eis o Homem”.  (Jo XIX, 5)
Ele era O Homem.  Era um homem que pagava os pecados dos homens assumindo a nossa natureza e nossas culpas, mas sem o pecado. Era Deus-Menino sofrendo frio e fome por nossos confortos ilícitos e nossa gula, na pobreza e no desprezo, por nossa ambição e nosso orgulho. E os pastores e os Reis O encontraram com Maria sua Mãe, para mostrar que só encontra a Cristo quem O busca com sua Mãe. E para demonstrar que diante de Jesus, ainda que Menino, todo poder deve dobrar o joelho. E os pastores levaram ao Deus Menino suas melhores ovelhas, e seus melhores cabritos, enquanto os Reis Lhe levaram mirra, incenso e ouro. A mirra da penitência. O incenso da adoração. O ouro do poder. Tudo é de Cristo. Todos, levando esses dons, reconheciam que Ele era Deus, o Senhor de todas as coisas, Ele que dá todas as ovelhas e cabras aos pastores. Ele que dá aos Reis o poder e o ouro. Deus é o Supremo Senhor de todas as coisas. Ele é o Soberano Absoluto a quem devemos tudo. E para reconhecer que Ele é a fonte de todos os bens que temos é que devemos levar-Lhe em oferta o melhor do que temos.

domingo, 2 de dezembro de 2012

A VELA


A vela sempre teve um significado especial para o homem, sobretudo porque antes de ser descoberta a eletricidade ela era a vitória contra a escuridão da noite. À luz das velas São Jerônimo traduzia a Bíblia do grego e do hebraico para o latim, nas grutas escuras de Belém onde Jesus Cristo nasceu.

Em casa, a noite, quando falta a energia, todos correm atrás de uma vela e de um fósforo, ainda hoje.

Acender velas nos faz lembrar também a festa judaica de “Chanuká”, que celebra a retomada da Cidade de Jerusalém pelos irmãos macabeus das mãos dos gregos do rei Antíoco IV.

Antes da era cristã os pagãos celebravam em Roma a festa do deus Sol Invencível (Dies solis invicti) no solstício de inverno, em 25 de dezembro. A Igreja sabiamente começou a celebrar o Natal de Jesus neste dia, para mostrar que Cristo é o verdadeiro Deus, o verdadeiro Sol, que traz nos seus raios a salvação. É a festa da luz que é o Cristo: “Eu Sou a Luz do mundo” (Jo 12, 8). No Natal desceu a nós a verdadeira Luz “que ilumina todo homem que vem a este mundo” (Jo 1, 9).

Na chama da vela estão presentes as forças da natureza e da vida. Cada vela marca um ano de nossa vida no bolo de aniversário. Para nós cristãos simbolizam a fé, o amor e o trabalho realizado em prol do Reino de Deus. Velas são vidas que se imolam na liturgia do amor a Deus e ao próximo. Tudo isso foi levado para a liturgia do Advento. Com ramos de pinheiro uma coroa com quatro velas prepara os corações para a chegada do Deus Menino.

Nessas quatro semanas somos convidados a esperar Jesus que vem. É um tempo de preparação e de alegre espera do Senhor. Nas duas primeiras semanas do Advento, a liturgia nos convida a vigiar e esperar a vinda gloriosa do Salvador. Nas duas últimas, a Igreja nos faz lembrar a espera dos Profetas e de Maria pelo nascimento de Jesus.

A Coroa é o primeiro anúncio do Natal. O verde é o sinal de esperança e vida, enfeitada com uma fita vermelha que simboliza o amor de Deus que se manifesta de maneira suprema no nascimento do Filho de Deus humanado. A branca significa a paz que o Menino Deus veio trazer; a roxa clara (ou rosa) significa a alegria de sua chegada.

A Coroa é composta de quatro velas nos seus cantos presas aos ramos formando um círculo. O círculo não tem começo e nem fim, é símbolo da eternidade de Deus e do reinado eterno do Cristo. A cada domingo acende-se uma delas.

As quatro velas do Advento simbolizam as grandes etapas da salvação em Cristo. No primeiro domingo do Advento, acendemos a primeira vela que simboliza o perdão a Adão e Eva. Cristo desceu a Mansão dos mortos para dar-lhes o perdão. No segundo domingo, a segunda vela, acesa coma primeira, representa a fé dos Patriarcas: Abraão, Isaac, Jacó, que creram na Promessa da Terra Prometida, a Canaã dos hebreus; dali nasceria o Salvador, a Luz do Mundo. A terceira vela, acessa com as duas primeiras, simboliza a alegria do rei Davi, o rei que simboliza o Messias porque reuniu sob seu reinado todas as tribos de Israel, assim como Cristo reunirá em si todos os filhos de Deus. É o domingo da alegria. Esta vela têm uma cor mais alegre, o rosa ou roxo claro. A última vela simboliza os Profetas, que anunciaram um reino de paz e de justiça que o Messias traria. É a vela branca.

Tudo isso para nos lembrar o que anunciou o Profeta: “Um renovo sairá do tronco de Jessé, e um rebento brotará de suas raízes. Sobre ele repousará o Espírito do Senhor, Espírito de sabedoria e de entendimento, Espírito de prudência e de coragem, Espírito de ciência e de temor ao Senhor.” (Is 11,1-2).

“O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; sobre aqueles que habitavam uma região tenebrosa resplandeceu uma luz. Vós suscitais um grande regozijo, provocais uma imensa alegria; rejubilam-se diante de vós como na alegria da colheita, como exultam na partilha dos despojos. 3. Porque o jugo que pesava sobre ele, a coleira de seu ombro e a vara do feitor, vós os quebrastes, como no dia de Madiã. Porque todo calçado que se traz na batalha, e todo manto manchado de sangue serão lançados ao fogo e tornar-se-ão presa das chamas; porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado; a soberania repousa sobre seus ombros, e ele se chama: Conselheiro admirável, Deus forte, Pai eterno, Príncipe da paz. Seu império será grande e a paz sem fim sobre o trono de Davi e em seu reino. Ele o firmará e o manterá pelo direito e pela justiça, desde agora e para sempre. Eis o que fará o zelo do Senhor dos exércitos” (Is 9,1-6).

Professor Felipe Aquino

Da redação do Portal Ecclesia.

FONTE: http://www.portalecclesia.com

ADVENTO - 1º DOMINGO



1º DOMINGO do ADVENTO - José Salviano
 1º DOMINGO do  ADVENTO

2 de Dezembro de 2012

Evangelho - Lc 21, 25-28.34-36
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Introdução

         Este é o último dia do ano litúrgico, o qual não confere com o ano civil, que termina em 31 de dezembro. Hoje iniciamos a nossa caminhada rumo ao Natal.
         A liturgia nos convida a meditar sobre dois temas: A primeira e a segunda  vinda de Jesus.
         Começamos o Advento. Já  estamos sentindo o cheiro do  Natal, e as leituras nos conduz a uma reflexão sobre o INÍCIO E O FIM.

         Irmãos. Mais uma vez estamos festejando o início de uma nova caminhada. Celebramos hoje o primeiro domingo do Advento, e com ele iniciamos também um novo ano litúrgico, o ano "C" com o Evangelho de Lucas.
         Advento é tempo de meditação e oração. É um clima diferente, pois nos aproximamos da festa da encarnação de Deus na pessoa de Jesus, e nesta festa ocorre um clima de aproximação com Deus e com o nosso irmão. Mesmo que por ocasião das festas do Natal as atividades sejam puramente comerciais e interesseiras, resta sempre uma magia no ar, uma atitude de pensamento em Deus, acompanhada de e um boa pitada de fraternidade. Portanto, nem tudo está perdido, e é a hora de agirmos com força, e aproveitar esse momento propício, para levar a palavra  de Deus ao nosso irmão desgarrado com mais força e otimismo.

         Advento é o espaço de tempo de espera pelo Natal. Não é, necessariamente,  uma espera pelo nascimento de Jesus, porque Ele já nasceu. Mas sim, uma espera pela festa universal do seu aniversário. Cristo virá, sim, mais de uma outra forma. Ele poderá vir habitar em nós, para isso basta que estejamos disponíveis, a receber a sua vinda.
         Advento é o tempo de espera pela chegada do Senhor, para ficar conosco.
         E quando se espera uma pessoa querida, a alegria se espalha por toda a casa, por todos os que moram nela, e os preparativos parecem nunca terminar.
         Não fica bem receber a pessoa amada com a casa suja, e tudo bagunçado. Por isso, devemos providenciar uma boa limpeza em nossa casa, um boa limpeza em nossa alma para que ela seja digna da presença de Jesus. Uma confissão bem preparada, bem feita, com o devido arrependimento, e o sólido propósito de evitar o pecado futuramente.   
         Advento é como uma mulher esperando o filho que vai nascer. Preparativos, ansiedade, preocupação, apreensão, felicidade, alegria, tudo isso se mistura num clima mágico de espera por uma nova vida que virá. Sim, meus irmãos, UMA NOVA VIDA DEVEMOS TER, após a vinda de Jesus para ficar conosco e em cada um de nós. Uma nova vida de estado de graça, de luta contra o pecado, de muita oração, uma nova vida de conversão diária. 
         Não vemos a hora de festejar o aniversário daquele que transformou o mundo e que quer vir transformar a vida de cada um de nós. Mas é preciso que estejamos preparados,  prontos, puros e dispostos a aceitá-lo como a luz que ilumina os nossos passos até o último momento de nossa caminhada.
         E por falar nisso, o Evangelho de hoje nos adverte muito bem sobre o nosso último instante, para o qual devemos estar preparados, devemos estar de pé, para nos apresentar a Jesus.
        
         A liturgia de hoje nos convida à oração e à vigilância, tendo como base principal o amor a Deus e ao próximo. O Evangelho de hoje está nos lembrando sobre o fim do mundo, e a necessidade de estarmos de prontidão. Jesus diz que as forças celestes serão abaladas, e quando estas coisas começarem a acontecer, nós devemos ter muita fé e coragem, levantando-nos e   erguendo a cabeça, esperançosos pois é a chegada da nossa libertação que se  próxima. Jesus recomenda para tomarmos cuidado para que não fiquemos   insensíveis ou indiferentes  aos sinais dos tempos, nos entregando a gula, a embriaguez e para que não nos distraiamos com as preocupações dessa vida, para que não nos aconteça que a chegada do Filho de Deus, em sua segunda vinda, não caia de repente sobre nós como uma armadilha, como acontecerá com os demais habitantes da Terra. Devemos portanto, ficar vigilantes, atentos através da oração constante,  para que tenhamos forças para vencer o pecado,  e permanecermos puros e dignos da presença de Jesus.  Meus irmãos. É a ORAÇÃO que nos dá força para combater o pecado. Experimente. 
         Para muita gente, é estranho a liturgia  começar logo falando do fim do mundo, antes do nascimento de Jesus. Mas é preciso entender que Jesus que veio no Natal, virá de novo  no fim dos tempos.
         São Paulo nos ensina o que fazer: Que o Senhor nos conceda um amor fraterno que seja transbordante e que tenhamos uma santidade sem defeitos aos olhos de Deus,e para estarmos preparados para a o dia da vinda de nosso Senhor Jesus.
         Prezados irmãos. Para nós que cremos em Deus por Jesus, o fim dos tempos não é uma ameaça aterrorizante, mas sim, é a confiança que deve ter todo cristão fiel a Cristo,  a esperança de que todo aquele que crer e tiver praticado a palavra, será salvo. O fim não será o FIM. Mais sim, o início de uma nova faze, de uma nova vida. A vida eterna.
         Advento, portanto, é isso. É tempo de termos uma vida  correta e justa que agrade a Deus . E se já estamos vivendo na presença de Deus, devemos progredir na santidade cada dia mais, para que possamos naquele dia estar firmes, e de pé diante do Senhor.
Bom domingo, e um Feliz e atuante novo Ano litúrgico a todos.

José Salviano. 
Fonte: http://liturgiadiariacomentada



FESTA DE NOSSA SENHORA DO LIVRAMENTO


A abertura da festa aconteceu com a carreata saindo da cidade de Poço Branco e concentração dos Taipuenses na entrada de Taipu. Após a carreta ouve o hasteamento das bandeiras e a Santa Missa presidida pelo Pe. Claúdio Régio;


Com o tema:'' A Bem-aventurada Virgem Maria no Ministério de Cristo''; o primeiro dia de novena foi celebrado pelo Pe. Edílson Nobre.

No segundo dia de novena o Pe. Bianor Júnior celebrou com o tema: '' A Bem-aventurada Virgem Maria e a Igreja''.

Com o tema:'' Sinais da figura de Nossa Senhora, no Antigo Testamento''; o Pe Helenildo Marques celebrou o terceiro dia, tendo Santa Missa da Instituição e Renovação dos Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão.

No dia 19/11 aconteceu a abertura dos festejos do Centenário da Nossa Paróquia de Taipu! Com a presença do Senhor Arcebispo de Natal - Dom Jaime Vieira Rocha, do Comandante da Polícia Militar do RN - Coronel Araújo, da Banda da Polícia Militar do Estado do Rio Grande do Norte e de todos os Paroquianos Taipuenses.
''100 anos de Fé e Devoção sob o Olhar da Mãe do Livramento''. Missa celebrada na Igreja Matriz de Taipu pelo Senhor Arcebispo Metropolitano de Natal - Dom Jaime Vieira Rocha.

O 5º dia de novena foi presidido pelo Diac. Emanuel Bezerra Fernandes que pregou sob o tema:'' Dogma da Maternidade Divina, Nossa Senhora Mãe de Deus''. Com Novena e Benção do Santíssimo Sacramento.

O sexto dia foi celebrado Pe. Helenildo Marques de Morais. Com Novena e Benção do Santíssimo Sacramento.

O Pe. José Freitas Campos celebrou o sétimo dia de novena com bênção do Santíssimo Sacramento.

No oitavo dia o Pe. Ajosenildo Nunes presidiu a celebração com Novena e Benção do Santíssimo Sacramento.

O nono dia do novenário foi celebrado pelo Pe. Helenildo Marques. Com Novena e Benção do Santíssimo Sacramento.

No dia 24/11, ao som de da 'Banda Perfume de Gardênia', os paroquianos de Taipu e cidades vizinhas, festejaram mais uma festa de padroeira, com leilão de galinhas e garrotes.

No dia 25 todos os paroquianos e visitantes participaram da procissão com a imagem de Nossa Senhora do Livramento pelas ruas da cidade e logo após a Missa de Encerramento.





TAIPU ENCERRA FESTA DA PADROEIRA

Após 10 dias de festejos foi encerrada neste domingo (06), a Festa de Nossa Senhora do Livramento 2015. No último dia houve a alvorada com...